Receitas e Despesas do Governo Federal Arrecadação de Receitas e execução de Despesas do Governo Federal (atualizado em 19/4/2026)
Conheça a evolução das receitas correntes e de capital do Governo Federal, incluindo as de impostos, de taxas, de contribuições sociais, dentre outras. Conheça também as suas despesas, dentre as quais as de previdência social, saúde, educação e assistência social. Entenda como funciona.
Governo Federal -- Execução Orçamentária
de 2014 a jan/26
(R$ bilhões)
As contas do Governo Federal revelam um crescimento recente das receitas correntes, fortemente acompanhado, e até superado, pelo avanço das despesas correntes, mantendo o espaço fiscal estruturalmente apertado. Entre 2017 e 2025, a arrecadação praticamente dobrou em termos nominais, impulsionada principalmente por impostos e contribuições, mas também por receitas de capital, especialmente operações de crédito (endividamento). Do lado das despesas, o movimento é igualmente expressivo, com destaque para gastos obrigatórios, como Previdência Social e encargos especiais, que concentram grande parte do orçamento e apresentam trajetória de crescimento contínuo. Isso indica que, mesmo em períodos de melhora de arrecadação, há pouca flexibilidade para ajuste fiscal, já que boa parte das despesas do Governo Federal cresce de forma automática.
Outro ponto relevante é a composição dessas contas. Enquanto a receita depende majoritariamente de tributos e contribuições (que são por natureza sensíveis ao ciclo econômico), a despesa é rigidamente concentrada em poucos grandes blocos, com menor capacidade de ajuste no curto prazo. Além disso, a participação elevada de despesas de capital associadas a encargos (como juros e amortizações) reforça o peso do endividamento público na dinâmica fiscal. O resultado é um quadro em que o equilíbrio das contas depende não apenas do crescimento da arrecadação, mas também de reformas estruturais que atuem sobre a rigidez do gasto, sem as quais o ajuste tende a ser sempre parcial e temporário.
Em um cenário ideal, o aumento da arrecadação ocorreria de forma sustentável, como consequência do crescimento do PIB e do ganho de produtividade da economia, e não como resultado de pressões pontuais ou elevações de carga tributária.